terça-feira, 22 de agosto de 2017

7 medidas para não comprometer uma experiência sexual (dicas para os homens)





Às vezes, pequenos aborrecimentos podem transformar o que poderia ter sido ótimo sexo em uma experiência horrível. Como sei? Bem, eu perguntei... na verdade, interroguei a cerca de 50 mulheres sobre as piores coisas que os homens fizeram para estragar o que poderia ter sido uma grande experiência sexual e forneceram-me com alguns conselhos úteis que agora pretendo compartilhar com o resto de vocês.
Para começar, por favor, não comece com isso, "as mulheres bem sim um monte de porcaria que acho chato" negócios. Estou aqui para ajudá-lo. Isto não é uma competição. Lembre-se; Se você agradá-la, você obter o sexo mais alucinante... e isso não é o que se trata realmente?
Então sem mais delongas, aqui estão sete das coisas que você pode fazer para garantir que a sua vida sexual é melhor do que nunca:
1 - raspar seu rosto
Do que já foi dito, o sentimento de restolho sendo esfregado sobre o corpo de uma mulher não é conducente ao erotismo — a menos, claro, ela está em dor leve quando se trata de sexo.
Certifique-se de que seu rosto é suave de bebê, ou que o cabelo em seu rosto tem crescido para fora (uma espécie de barba, se preferir); as mulheres não desfrutar "queimar restolho" por todo o rosto, os seios ou quaisquer outras partes de seus corpos.
2 - não morda imediatamente
Quando se trata de mamilos de uma mulher, face interna das coxas, quadris, volta ou qualquer outra área que geralmente não entram em contacto com a boca, mordendo em tais peças não é uma boa ideia. Pelo menos não imediatamente.
Não tenha pressa; Comece lambendo e beijando-a em certas áreas, e como a sessão torna-se mais intensa, talvez pode começar a morder, dado que ela não tem nenhum problema com ele, ou ela começa a morder-te.
3 - Mantenha seu peso longe dela
De todas as mulheres de reclamações tinha, isso era o mais comum. Quando você está tendo sexo com sua mulher e você está em cima dela, faça o seu melhor para não deixar cair seu peso sobre ela. Se ela pesa 115 quilos e está cerca de 200 quilos, você pode imaginar sua incapacidade de respirar, tenho certeza.
Às vezes, no calor do momento, nós tendemos a esquecer que somos mais pesados do que os nossos parceiros, e porque podemos querer usar nossas mãos para fazer "outras" coisas, podemos simplesmente nos cair em cima deles (culpado) e deixa os dedos fazer a caminhada.
E enquanto eu tenho certeza que qualquer mulher pode apreciar seu homem tentando fazer várias coisas na cama, ela gostaria de respirar um pouco mais. Tente o seu melhor para ser atencioso sobre isso, ou melhor ainda, coloque-a em cima de você. Isso sempre funciona para mim.
Não empurre seu pênis em sua boca e parar de agradecer-lhe...
4 - deixe-a chupar a sua própria profundidade
Ah, o fellatio enganar; tentando empurrar seu pau mais fundo em sua boca enquanto ela está fazendo sexo oral. Não é inteligente. Há dentes na cara lá, o que está fazendo?
Não vai apenas provável mordaça se enfia seu pênis na garganta dela, ela pode acabar mordendo nele como um reflexo.
Um conhecido meu revelou que ele vez empurrou o pênis na boca de uma mulher, só para fazê-la engasgar e gritar. E se não bastasse, ela deixou marcas de mordida na sua masculinidade. Um pênis machucado e bolas azuis que ensinei a ele uma coisa ou duas.
Dito isto, agradeço o fato de que ela está lá em baixo e se você quiser fazer algo um pouco diferente, dizê-lo, ao invés de simplesmente bombear seu pênis em sua boca.
5 - noivo suas joias
Falando de sexo oral, como provavelmente você acha é que ela vai querer visitar o seu membro com a boca dela se ela mal pode encontrá-lo em meio grosseiro, tão encaracolado cabelo? Uma guarnição pubiana não é mais um luxo; é um pré-requisito.
Faça o seu melhor para manter sua área genital guarnição. Você não precisa necessariamente fazer a barba; Você pode simplesmente optar por comprar um aparador das patilhas e aparar o cabelo para baixo para cerca de um centímetro cada poucas semanas. Dessa forma, não haverá qualquer coceira e você pode ficar confiante de que sua área genital é mais do que aceitável.
6 - Evite os barulhos estranhos
Um sopro é uma ocorrência normal; Isso acontece quando um monte de ar fica presa na vagina da mulher durante o sexo. Quando finalmente é liberado, parece um pum. Essas coisas acontecem. Mas há ruídos que definitivamente podem ser evitados.
Por exemplo, batendo a barriga quando você faz amor é simplesmente desnecessário. O som do bater uma bunda parece muito simpático (thwack!); o som de dois estômagos bater uns contra os outros é simplesmente horrível. Você está lá para fazer sexo, não criar um código Morse para Shamu.
7 - abster-se de agradecer-lhe
Que com a aceitação larga de hoje de sexo casual, às vezes você pode se encontrar com sorte vezes imprevistas no máximo. Enquanto você deveria ser grato a grandes deuses que deixaram isso acontecer, o que não deve fazer é agradecer a pessoa que acabou de penetrante.
Se você vai agradecê-la por ter dormido com você, você pode também deixar algum dinheiro em cima da mesa de noite antes de ir. A sério, agradecer uma mulher para fazer sexo é errado. Não faço mais isso.
Continuem assim
E aí tens; sete maneiras de garantir que você está melhor do que já és. Fazer sexo uma experiência agradável é o caminho a percorrer — e garantirá que seu parceiro continua a voltar para mais.

"Só uma mulher (e não um homem) sabe o que é ter uma gravidez indesejada"

Especialista em saúde reprodutiva comenta estágio do debate sobre aborto no Brasil, onde há "propostas absurdas". Ela aponta contradição entre visão conservadora e movimento progressista liderado por mulheres.
Protesto a favor dos direitos das mulheres no Rio de Janeiro, em novembro de 2015 Protesto a favor dos direitos das mulheres no Rio de Janeiro, em novembro de 2015
O aborto é considerado crime no Código Penal Brasileiro com exceção de três circunstâncias: quando a gravidez representa risco de morte para a mulher, quando a gravidez é resultante de estupro ou quando o feto é anencefálico.
O assunto é foco de constantes discussões na sociedade brasileira. Recentemente, a epidemia do vírus zika reavivou o debate sobre o direito ao aborto, especificamente devido ao risco de microcefalia provocado pela doença.
Também gerou polêmica o projeto de lei PL 1465/2013, do Distrito Federal, que prevê que imagens do desenvolvimento fetal sejam mostradas a mulheres vítimas de estupro antes de deixá-las decidir se querem ou não abortar. Após milhares aderirem a uma campanha online, o governador Rodrigo Rollemberg comprometeu-se a vetar a proposta, o que deve fazer formalmente até a próxima semana.
"Muito do tempo das feministas, do movimento progressista no Brasil, foi gasto nas últimas décadas para barrar o avanço de propostas absurdas", destaca a psicanalista e pesquisadora da Unicamp Margareth Arilha, que se dedica desde os anos 1980 a questões de gênero, saúde reprodutiva e políticas públicas.
Em entrevista à Deutsche Welle, a especialista discute a questão da descriminalização do aborto no Brasil e fala sobre os avanços e retrocessos dos direitos reprodutivos no país. "A luta sempre partirá mais da mulheres. Sempre será difícil para um homem compreender", diz.
DW Brasil: A mais recente polêmica envolvendo o aborto no Brasil diz respeito a um projeto de lei do Distrito Federal que propõe que imagens de fetos sejam mostradas a vítimas de estupros antes de um aborto. O que essa proposta diz sobre o estágio atual do debate sobre o aborto no Brasil?
Margareth Arilha: Esta proposta é uma a mais entre centenas. Propostas absurdas como essa pipocam no Brasil com muita frequência, e elas não me surpreendem, pois há um grupo de parlamentares conservadores, vinculados ou não a grupos religiosos, que ocupam um espaço de poder crescente. Infelizmente o aborto é algo que eles usam como uma bandeira para criar uma aura de bondade, de moralidade, que falaria a favor da sua honra, dos seus bons princípios.
Temos uma distorção muito complicada no país, e ela não tem ajudado em nada nos últimos anos, tem feito brotar projetos uns mais absurdos que os outros no campo do direito ao aborto. Muito do tempo das feministas, do movimento progressista no Brasil, foi gasto nas últimas décadas para barrar o avanço das propostas.
Ao mesmo tempo que uma grande parcela da população apoia essas ideias conservadoras, vemos campanhas como a que recentemente pressionou o governador do Distrito Federal. A sociedade brasileira vem se mobilizando mais a favor do aborto?
Vivemos uma contradição no país neste momento. De um lado, temos autoridades eleitas mais conservadoras, e de outro, temos avanços na sociedade incríveis. Por exemplo, nos colégios e nas faculdades é hoje muito comum observar uma organização espontânea de grupos feministas. O movimento LGBT também cresce naturalmente no país como um todo. Vemos crescer mudanças na atitude sexual e reprodutiva das pessoas, sobretudo entre os mais jovens. É impressionante o número de meninas jovens que que vão para a rua defender o direito às decisões em torno do próprio corpo.
Já há alguma mudança de postura dos homens quanto à defesa do direito ao aborto?
Eu acho que isso sempre partirá mais das mulheres. No fundo, só uma mulher sabe do que se trata uma gravidez indesejada. Sempre será difícil para um homem conseguir compreender isso. Mas por meio de informação, de acesso ao debate, os homens podem se tornar mais sensíveis e mais simpáticos aos direitos reprodutivos das mulheres e ao aborto.
No fim do ano passado, o STF decidiu descriminalizar o aborto no primeiro trimestre da gravidez em um caso específico, o que pode abrir jurisprudência. Que outros avanços você citaria?
Atualmente, há um movimento de torção que é a saída do Legislativo e a ida para o Judiciário, visto como uma instância que poderia estar mais acessível às demandas relacionadas à mudança do direito ao aborto. Nos últimos anos, tem acontecido iniciativas que vão criando jurisprudência, como a questão da anencefalia, aprovada do STF em 2012, e esse posicionamento no ano passado relacionado à petição de habeas corpus para médicos envolvidos em aborto. Esses posicionamentos vão criando um histórico positivo, uma cultura favorável. A esperança é que, num Brasil que está sendo passado a limpo, quem sabe o direito ao aborto também possa ser debatido e conquistado.
Qual seria o efeito de uma descriminalização completa do aborto?
A redução do sofrimento. As mulheres poderiam ser sujeitos de seus direitos e de suas decisões e serem atendidas com dignidade pelo Estado. No momento em que o aborto deixa de ser crime, ele não precisa acontecer às escuras.
As mulheres continuam abortando clandestinamente, muitas vezes com acesso ao misoprostol, que só é permitido no Brasil para uso hospitalar, para ajudar na dilatação do parto. As mulheres acabam procurando o remédio no mercado negro e encontrando medicamento falsificado, muitas vezes de baixa qualidade e com preço alto.
Hoje se tem menos processos infecciosos, porque o uso de agulhas de tricô ou objeto cortantes e perfurantes é reduzido. A entrada de mulheres nos hospitais se dá hoje mais por processos hemorrágicos em consequência de tentativas inadequadas de aborto. Tudo isso seria eliminado com a descriminalização.
Existe algum exemplo nesse sentido mundo afora?
Na Cidade do México, o aborto até a 12ª semana de gravidez foi descriminalizado [em 2007]. Houve grandes problemas com médicos que se recusavam a fazer o procedimento alegando objeção de consciência. Tiveram que formalizar um edital para a contratação de médicos que não se colocassem dessa maneira.
No Brasil, ainda não se conseguiu nem garantir o atendimento nos casos previstos por lei. Hoje, pesquisas mostram que há 37 ditos serviços de aborto legal no país, o que é nada. Dados de 2015 estimam que uma mulher realiza um aborto a cada minuto no país. Os próprios hospitais que realizam o aborto legal muitas vezes, para não serem estigmatizados, não gostam de se apresentar como serviço de referência para a prática.
Além disso, é preciso uma política específica de atendimento em saúde mental no âmbito da vida reprodutiva. As mulheres estão completamente abandonadas em seu sofrimento.
Assim como no México, tramita no Brasil um projeto de lei que regulamenta a objeção de consciência. As convicções morais, éticas ou religiosas de um médico podem falar mais alto que os direitos reprodutivos da mulher?
Isso é uma questão que o Estado pode resolver. Veja o exemplo do México. É claro que pode haver médicos que dizem não conseguir realizar tal trabalho, mas o Estado é obrigado a resolver isso e colocar profissionais que aceitem realizar o procedimento.
Qual a situação do direito ao aborto no Brasil em relação ao de outros países?
O Brasil continua sendo um dos países de legislação mais restritiva no mundo. Na América Latina, temos países com posições mais retrógradas, como El Salvador, Nicarágua, República Dominicana. Mas quando se olha o mapa das legislações no mundo, é deplorável que o Brasil ainda apresente uma posição tão limitante dos direitos das mulheres.

Quais cerdas das escovas de dentes são as mais adequadas: duras ou as macias?

A boa manutenção da higiene bucal passa por vários processos, entre eles escovar os dentes três vezes por dia e usar fio dental antes ou depois de cada escovação. No entanto, mais um fator deve ser levado em conta: o tipo de escova e a nível de maciez de suas cerdas.
Foto: Shutterstock
Há inúmeras opções no mercado e, de fato, é fácil de se confundir na hora de escolher a escova mais adequada para o seu tipo de boca. No entanto, dentistas são categóricos no que diz respeito às cerdas: escovas de dentes duras desgastam o esmalte e podem aumentar a sensibilidade.
Elas podem até passar a impressão de maior limpeza, no entanto, o conforto imediado não vale a pena. Além disso, cerdas duras machucam a gengiva e causam retração com  o passar do tempo. Opte sempre por escovas macias e capriche na escovação, que deve durar entre cinco e 10 minutos.

Japão acabou com distritão porque era caro e 'estimulou corrupção' eleitoral

Modelo cuja adoção está sendo debatida por deputados no Brasil gerou disputas dentro dos partidos e inviabilizou debate político focado nos interesses da população, diz cientista político japonês.


Uma das mudanças mais polêmicas no texto da reforma política aprovada pela comissão da Câmara dos Deputados - e que começa a ser votada no plenário nesta terça-feira - é a mudança do sistema eleitoral para o "distritão", um modelo que funcionou no Japão do pós-guerra até o começo dos anos 1990, mas foi extinto por causa do aumento dos gastos e pela inviabilização do debate político.
Pessoas andando no Japão
Pessoas andando no Japão
Foto: BBCBrasil.com
Caso a proposta passe no Congresso, serão eleitos apenas os deputados e vereadores com maior votação, daí o sistema ser considerado majoritário. Hoje, no chamado sistema proporcional, valem os votos recebidos pelo conjunto dos candidatos do partido e também pela legenda.
"Esse sistema (distritão) exige um maior investimento financeiro e é preciso ficar de olho, pois pode aumentar as chances de corrupção", afirmou à BBC Brasil Tokuou Konishi, professor e pesquisador do Departamento de Ciências Políticas e Econômicas da Universidade Meiji em Tóquio, especializado em história e atualidade política do Japão.
Na sua avaliação, isso ocorre porque os candidatos passam a trabalhar com recursos limitados dentro dos partidos. "A competição interna pode fazer com que os candidatos busquem recursos extras para obter destaque em suas zonas eleitorais", explicou.
Câmara dos Deputados
Câmara dos Deputados
Foto: BBCBrasil.com
Hoje, o distritão vigora atualmente apenas no Afeganistão, na Jordânia e em alguns pequenos países insulares e é criticado por especialistas e por parte da classe política. Muitos acreditam que o modelo traz problemas ainda maiores do que os do sistema proporcional atualmente adotado no Brasil.
No caso do Japão, Konishi contou que o sistema era usado para escolha de deputados e até funcionou bem no início, mas passou a gerar competição entre candidatos do mesmo partido, o que provocou controvérsias no debate político.

Corrupção

Sob o antigo sistema eleitoral, em uso desde 1947 e baseado no distritão, os membros da Câmara dos Deputados japonesa eram eleitos por meio de 129 distritos, que garantiam entre um e seis assentos cada.
O modelo acabou levando os partidos a adotarem estratégias, já que era necessário colocar vários candidatos na maioria dos distritos para ganhar lugares suficientes para obter uma maioria ou uma minoria significativa de assentos.
Para maximizar a representação, as legendas precisavam encontrar métodos para garantir que cada candidato tivesse o número mínimo de votos necessário para ser eleito - mas não era vantagem que um deles recebesse uma votação superior, o que poderia prejudicar os colegas.
Como forma de resolver o problema, o Partido Liberal-Democrata (PLD), do atual primeiro-ministro Shinzo Abe, que dominou o cenário político japonês por décadas, passou a oferecer "benefícios" para grupos em cada distrito eleitoral para eleger seus candidatos, dando início a um esquema de corrupção.
Senado
Senado
Foto: BBCBrasil.com
No início da década de 1990, a insatisfação da população resultou numa pressão para a reforma eleitoral.

Modelo combinado

Atualmente, o sistema eleitoral japonês combina votação uninominal e representação proporcional.
De um total de 480 deputados, 300 são eleitos com base em processo eleitoral em 300 distritos. As 180 cadeiras restantes são escolhidas pelo critério proporcional em 11 grandes zonas regionais.
Konishi aponta a falta de um debate político de interesse da população como uma característica ruim do sistema antigo. Afinal, os candidatos estavam mais preocupados com brigas internas que começavam bem antes das campanhas políticas.
"Se os principais rivais são do mesmo partido, cada candidato precisava fazer uma vitrine pessoal sobre o que já havia conquistado de melhorias e serviços para a população. A competição dentro do mesmo partido tornou o gasto de campanha elevado, o que acabou inviabilizando o sistema", detalhou.
Para o pesquisador japonês, o lado bom é que neste sistema não importava se um candidato popular tivesse muitos votos, pois o importante era se eleger, independente de ser o primeiro ou o quinto lugar.
"Diferente do que se pensa, existia ainda a possibilidade de eleger um candidato também com menos votos. No geral, uma média de 13% dos votos era suficiente para garantir uma vaga."
Konishi desconversa quando perguntado se o sistema pode dar certo em um país como o Brasil.
"Isso depende da cultura, história, situação política do país", disse, para depois lembrar que o distritão tem pontos positivos e negativos. "O mais importante é que os dois lados sejam analisados amplamente antes de se tomar uma decisão."

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

BENEFÍCIOS DA CORRIDA


Benefícios da Corrida
Para se manter saudável e perder algumas gordurinhas que tanto incomodam, um dos melhores exercícios é a corrida.
A corrida é um dos exercícios físicos mais eficientes para quem quer perder peso com saúde. Correr acelera o metabolismo, fazendo a queima de calorias acontecer mais eficientemente. O aumento do metabolismo, provocado pela corrida, faz com que o organismo continue acelerado por mais alguma horas após o exercício. Ou seja, não é só durante a corrida que há queima de gordura. Por isso é tão importante a regularidade da atividade física, e não a quantidade de horas feitas num mesmo dia.
A gordura abdominal é a mais difícil de queimar, e exige uma tática específica. Contra ela, o mais eficaz é um programa de corrida e caminhada com variação de intensidade no mesmo treino. Isso, claro, sem exageros que levem a lesões. Os picos de treino obrigam o corpo a queimar energia até das fontes mais difíceis; daí o consumo da gordura visceral (barriga). Essa variação de intensidade implica em fazer alterações entre corrida e caminhada. Exemplo: correr por 2 minutos e andar por 5 minutos.

Quem Pode Fazer?

A corrida pode ser praticada por qualquer indivíduo, desde que tenha capacidade física para tal, ou seja, que a intensidade do esforço seja compatível com sua capacidade funcional. Para aqueles que já caminham e que possuem melhor condicionamento físico, a corrida passa a ser natural, pois o esforço exigido para manter a mesma frequência cardíaca no treino obriga a acelerar o passo.
É essencial que se façam exames antes da prática da atividade física para identificar possíveis doenças ou limitações físicas que impeçam a prática da corrida. Deve-se também investigar o estado nutricional do corredor, verificar se ele usa medicamentos e qual é o seu nível de condicionamento físico.

Benefícios da Corrida

Benefícios da Corrida
Correr traz muitos benefícios para a qualidade de vida do indivíduo:
  • reduz o peso corporal
  • melhora o nível de colesterol
  • aumenta a capacidade cardiorrespiratória
  • reduz os riscos de infarto
  • aumenta a massa muscular
  • reduz a variação da pressão arterial de repouso
  • ativa a circulação sanguínea, diminuindo problemas do coração
  • melhora a função do rim, que filtra o sangue e reduz o número de substâncias tóxicas que circulam pelo corpo
  • melhora a qualidade do sono
  • estimula a formação de massa óssea ajudando a prevenir lesões como a osteoporose
  • melhora a auto-estima
  • aumenta o condicionamento físico
  • proporciona sensação de bem-estar
  • diminui o estresse e melhora a depressão
  • aumenta a eficiência do metabolismo

Antes da Corrida

O ideal é consumir alimentos ricos em carboidratos com baixo índice glicêmico, ou seja, carboidratos que são absorvidos lentamente pelo organismo. Assim, eles serão liberados aos poucos durante a corrida, evitando-se a hipoglicemia (queda da taxa de glicose no sangue).
Para não correr o risco de sentir fome na hora da corrida, coma uma fruta (banana, maçã ou mamão são ideais) 15 minutos antes do treino. Não coma alimentos pesados e de difícil digestão.
Use roupas de tecidos leves e confortáveis, e tênis apropriados para corrida.
Benefícios da Corrida

Durante a Corrida

Durante uma corrida, a freqüência cardíaca (FC) deve ficar entre 60% e 75% da FC máxima, que pode ser estimada em 220 menos a idade da pessoa. Assim você terá menos chances de sentir dores articulares e musculares após o exercício. Saiba mais informações em exercícios intervalados.
O treinamento começa com caminhadas leves a moderadas que irão sofrer aumento no ritmo das passadas com o tempo. Depois de um tempo, corra durante alguns minutos e depois volte ao ritmo da caminhada. Descanse um minutinho e repita o processo, acelerando novamente.

Duração do Exercício

O tempo da corrida vai depender da capacidade de cada um: o importante é não exagerar. O ideal é que se façam sessões de 30 a 45 minutos, de 3 a 4 vezes por semana.

Respiração

Benefícios da Corrida
Quanto maior a intensidade do seu exercício, maior a quantidade de oxigênio que você precisa inspirar. Ou seja, você acaba tendo que “colocar o ar para dentro” no maior número de maneiras possíveis (pelo nariz e pela boca). Conforme o seu nível de condicionamento vai melhorando, você vai conseguindo respirar mais tranquilamente, em velocidades que antes era preciso ofegar.
Inspire duas vezes pelo nariz e solte o ar três vezes pela boca, de acordo com o ritmo da sua passada. À medida que se melhora o condicionamento físico, a preocupação com a respiração pode ficar em segundo plano.

Depois da Corrida

Após a corrida, é muito importante que se façam alongamentos, para evitar lesões. Além disso, deve-se beber líquidos como água de coco ou água com limão para hidratar o corpo e fazer uma refeição leve para repor os nutrientes perdidos.
Benefícios da Corrida

Iniciantes na Corrida

O ideal para quem quer começar a correr é já estar executando algum tipo de atividade física, como por exemplo, a caminhada.
Para os iniciantes na corrida é importante fazer uma consulta com especialista para avaliar as condições cardíacas.
O início deve ser lento. Iniciar a atividade com caminhadas. Depois de um tempo, passos mais rápidos e em seguida iniciar a corrida. Como seu preparo físico não é bom, corra no máximo durante 1 minuto. Em seguida volta para caminhada, descanse bem e volte a correr por mais 1 minuto.
Isso pode ser feito 3 vezes por semana durante 20 minutos. Após adquirir o hábito e quando seu condicionamento físico estiver melhor, pode aumentar para 30 minutos ou no máximo 45 minutos. É importante acrescentar a musculação em algum dia da semana para fortalecer os músculos e tornar a corrida mais fácil. Não há necessidade de correr todos os dias.

Plano para iniciar a corrida

Esse plano é bem eficiente e é para quem nunca correu. É bem simples e vale muito a pena tentar. Pretendo iniciar na próxima semana. O objetivo é no final de 9 semanas estar correndo 5 Km. É 3 vezes na semana e o total do tempo gira em torno de 20 minutos, vamos tentar?
Semana1º treino2º treino3º treino
15 minutos de aquecimento a andar com passo acelerado. Depois alternar entre 60 segundos de corrida e 90 segundos a andar durante 20 minutos.5 minutos de aquecimento a andar com passo acelerado. Depois alternar entre 60 segundos de corrida e 90 segundos a andar durante 20 minutos.5 minutos de aquecimento a andar com passo acelerado. Depois alternar entre 60 segundos de corrida e 90 segundos a andar durante 20 minutos.
25 minutos de aquecimento a andar com passo acelerado. Depois alternar entre 90 segundos de corrida e 2 minutos a andar durante 20 minutos.5 minutos de aquecimento a andar com passo acelerado. Depois alternar entre 90 segundos de corrida e 2 minutos a andar durante 20 minutos.5 minutos de aquecimento a andar com passo acelerado. Depois alternar entre 90 segundos de corrida e 2 minutos a andar durante 20 minutos.
35 minutos de aquecimento a andar com passo acelerado. Depois fazer duas repetições do seguinte:
• Correr 200m
(ou 90 segundos)
• Andar 200m
(ou 90 segundos)
• Correr 400m
(ou 3 minutos)
• Andar 400m
(ou 3 minutos)
5 minutos de aquecimento a andar com passo acelerado. Depois fazer duas repetições do seguinte:
• Correr 200m
(ou 90 segundos)
• Andar 200m
(ou 90 segundos)
• Correr 400m
(ou 3 minutos)
• Andar 400m
(ou 3 minutos)
5 minutos de aquecimento a andar com passo acelerado. Depois fazer duas repetições do seguinte:
• Correr 200m
(ou 90 segundos)
• Andar 200m
(ou 90 segundos)
• Correr 400m
(ou 3 minutos)
• Andar 400m
(ou 3 minutos)
45 minutos de aquecimento a andar com passo acelerado. Depois:
• Correr 400m
(ou 3 minutos)
• Andar 200m
(ou 90 segundos)
• Correr 800m
(ou 5 minutos)
• Andar 400m
(ou 2 minutos e meio)
• Correr 400m
(ou 3 minutos)
• Andar 200m
(ou 90 segundos)
• Correr 800m
(ou 5 minutos)
5 minutos de aquecimento a andar com passo acelerado. Depois:
• Correr 400m
(ou 3 minutos)
• Andar 200m
(ou 90 segundos)
• Correr 800m
(ou 5 minutos)
• Andar 400m
(ou 2 minutos e meio)
• Correr 400m
(ou 3 minutos)
• Andar 200m
(ou 90 segundos)
• Correr 800m
(ou 5 minutos)
5 minutos de aquecimento a andar com passo acelerado. Depois:
• Correr 400m
(ou 3 minutos)
• Andar 200m
(ou 90 segundos)
• Correr 800m
(ou 5 minutos)
• Andar 400m
(ou 2 minutos e meio)
• Correr 400m
(ou 3 minutos)
• Andar 200m
(ou 90 segundos)
• Correr 800m
(ou 5 minutos)
55 minutos de aquecimento a andar com passo acelerado. Depois:
• Correr 800m
(ou 5 minutos)
• Andar 400m
(ou 3 minutos)
• Correr 800m
(ou 5 minutos)
• Andar 400m
(ou 3 minutos)
• Correr 800m
(ou 5 minutos)
5 minutos de aquecimento a andar com passo acelerado. Depois:
• Correr 1.2Km
(ou 8 minutos)
• Andar 800m
(ou 5 minutos)
• Correr 1.2Km
(ou 8 minutos)
5 minutos de aquecimento a andar com passo acelerado. Depois:
• Correr 3.2Km (ou 20 minutos) sem andar.
65 minutos de aquecimento a andar com passo acelerado. Depois:
• Correr 800m
(ou 5 minutos)
• Andar 400m
(ou 3 minutos)
• Correr 1.2Km
(ou 8 minutos)
• Andar 400m
(ou 3 minutos)
• Correr 800m
(ou 5 minutos)
5 minutos de aquecimento a andar com passo acelerado. Depois:
• Correr 1.6Km
(ou 10 minutos)
• Andar 400m
(ou 3 minutos)
• Correr 1.6Km
(ou 10 minutos)
5 minutos de aquecimento a andar com passo acelerado. Depois:
• Correre 3.6Km (ou 25 minutos) sem andar.
75 minutos de aquecimento a andar com passo acelerado. Depois:
• Correr 4Km (ou 25 minutos).
5 minutos de aquecimento a andar com passo acelerado. Depois:
• Correr 4Km (ou 25 minutos).
5 minutos de aquecimento a andar com passo acelerado. Depois:
• Correr 4Km (ou 25 minutos).
85 minutos de aquecimento a andar com passo acelerado. Depois:
• Correr 4.5Km
(ou 28 minutos).
5 minutos de aquecimento a andar com passo acelerado. Depois:
• Correr 4.5Km
(ou 28 minutos).
5 minutos de aquecimento a andar com passo acelerado. Depois:
• Correr 4.5Km
(ou 28 minutos).
95 minutos de aquecimento a andar com passo acelerado. Depois:
• Correr 5Km (ou 30 minutos).
5 minutos de aquecimento a andar com passo acelerado. Depois:
• Correr 5Km (ou 30 minutos).
Último treino! Parabéns! 5 minutos de aquecimento a andar com passo acelerado. Depois:
• Correr 5Km (ou 30 minutos).
Fonte da tabela
E você, gosta de correr? Tem prazer no exercício ou faz por obrigação ou necessidade?

BENEFÍCIOS DA IOGA

Benefícios da Ioga
A Ioga é uma disciplina originária da Índia, e une nossos aspectos físicos, emocionais e espirituais. Não traz apenas o bem-estar do corpo, mas busca um caminho em direção a um sentido de vida mais profundo, unindo o físico ao espiritual.
Isso significa levar a pessoa a um estado de harmonia, paz e serenidade por meio do auto-conhecimento e da perfeita integração com o mundo exterior.
Em uma sessão de prática, já é possível sentir benefícios no bem-estar geral. Com três meses, os benefícios começam a se manifestar de maneira muito intensa e clara, mas é depois de um ano que começamos a obter algumas conquistas mais duradouras e bastante visíveis.
Atualmente, tanto os adultos como as crianças estão sendo submetidos a uma rotina estressante; o resultado disso é que acabam se alimentando mal, dormindo mal, enfim, vivendo em um estado de tensão permanente que deixam o corpo mais vulnerável a uma série de doenças. Os limites físicos e mentais são ultrapassados, trazendo prejuízos muitas vezes irreparáveis.
Benefícios da Ioga

Benefícios da Ioga

  • Promove auto-conhecimento e paz interior
  • Alivia a ansiedade e o estresse
  • Melhora o equilíbrio, postura e a coordenação motora
  • Melhora a capacidade imunológica
  • Aumenta a concentração e memória
  • Aumenta a flexibilidade e a força dos músculos
  • Alivia dores nas costas
  • Normaliza o peso e o sono
  • Proporciona bom humor e diminui a depressão

Como é feita a Ioga

A Ioga envolve algumas técnicas específicas de exercícios, são eles:
  • Exercícios Físicos bem lentos;
  • Respiração: a arte de aprendermos a respirar melhor, oxigenando bem tanto os pulmões como o cérebro;
  • Exercícios de Relaxamento: que são uma das maiores fontes de energia do ser humano, e têm grande pode curativo, prevenindo várias doenças.
  • Concentração: a arte de permanecer com a mente fixa em um único objeto, pensamento ou mantra. Excelente para todas as pessoas.
Benefícios da Ioga

Porque fazer Ioga?

  1. Músculos fortes: Muitos acreditam que ioga é apenas uma técnica de relaxamento. Ela movimenta cada pedacinho do corpo. Seu grande apelo é fortalecer e alongar os músculos, beneficiando o corpo como um todo — o que geralmente não ocorre em modalidades como a musculação, onde os músculos normalmente são trabalhados de forma muito isolada.
  2. Bem-estar: Um dos objetivos da ioga é conseguir cessar o fluxo contínuo de pensamentos, que faz com que percamos o foco do que é realmente importante. Quando atingimos esse estado, é possível sentir durante alguns segundos uma indescritível sensação de felicidade.
  3. Maior percepção do corpo: A ioga é poderosa para ampliar a consciência corporal, que se estende também para além da sala de aula. Com o tempo, o praticante consegue detectar os sinais mais evidentes de tensão muscular e, assim, é capaz de controlar melhor as situações de estresse. A pessoa passa a perceber com mais facilidade vícios de postura, como sentar ou andar projetando o abdômen para a frente.
  4. Melhora a Menopausa: A iogaterapia hormonal tem sido usada com grande sucesso para aliviar os incômodos dessa fase da vida, quando a mulher se depara com frequentes ondas de calor e perda de libido. As posturas agem principalmente sobre os ovários, a hipófise, a tireoide e as glândulas suprarrenais, estimulando o aumento dos níveis de estrógeno, hormônio que cai significativamente com a suspensão da menstruação.
  5. Vida longa: Para as pessoas que praticam ioga, a passagem do tempo não é medida em anos, mas em número de inspirações e expirações que a pessoa faz ao longo da vida. Quanto maior a capacidade respiratória de um indivíduo, menor o número de respirações que ele faz por minuto. Isso significa que, entre uma respiração e outra, o ar está sendo saboreado e absorvido de maneira adequada. Por isso, os exercícios respiratórios são tão importantes quanto as posturas e a meditação.
  6. Acalma a mente: Durante a meditação, o cérebro trabalha mais lentamente e os ruídos causados pelos pensamentos se tornam sutis. A agitação constante causa a instabilidade emocional e enfraquece o sistema imunológico. Quando ocorre um espaço entre um pensamento e outro, chega a quietude. É como se a mente se calasse e o silêncio interno passasse a ser um alimento para a alma.
  7. Alivia o estresse: Manter o bom humor em dias de muita agitação e embaraços não é fácil. Domar a irritação nas horas em que você só pensa em fugir do mapa também é complicado. Apesar da prática da ioga não transformar sua vida num mar de rosas, ela é bastante eficiente para enfrentar os momentos difíceis.
É muito importante que as pessoas conheçam seu próprio corpo e aprendam os mecanismos que podem ajudá-las a buscar equilíbrio. A Ioga permite o auto-conhecimento, ou seja, o indivíduo aprende a se conhecer e ter responsabilidade sobre seu corpo. Ao mesmo tempo, ele estimula a auto-suficiência, pois ensina que o seu bem-estar depende de você mesmo e não dos outros.

domingo, 20 de agosto de 2017

Posições sexuais x posicionamentos psíquicos

Apesar da fama, apenas 20% do conteúdo do Kama Sutra é dedicado às posições sexuais. O livro é uma espécie de guia de cidadania e boas maneiras, em que Vatsyayana dá dicas de como se relacionar em sociedade. Ao todo são 64 posições sexuais ensinadas no livro hindu, sendo que algumas delas podem ocasionar problemas de saúde devido à dificuldade de sua execução (esforço físico). São ensinadas 49 formas diferentes de se beijar (sabia?). Por outro lado, para aqueles que possuem uma visão essencialmente genitalista da sexualidade, fiquem sabendo que tal visão é equivocada - fruto da ignorância, do reducionismo e da preguiça. Assim, "a sexualidade (...) precisa envolver, além do prazer físico, a dimensão psíquica/espiritual. Esse envolvimento se traduz em amizade, orgasmo, companheirismo, amor, afetividade, troca, doação. E "tudo o que acontece no relacionamento conjugal (da vida ou do dia a dia) afeta o relacionamento sexual. (Portanto, e por exemplo, agressões de uma parte ou de ambas as partes, nem pensar, né?!) Além do mais, "para a maioria das mulheres é muito mais importante uma palavra de ternura e carinho, um abraço sincero, a possibilidade de dormir no ombro do homem amado do que a penetração sexual em si". E "outra coisa fundamental para o prazer sexual é a capacidade de traduzir em palavras carinhosas o amor que um cônjuge sente pelo outro. Existem casais que se relacionam íntima e fisicamente, mas não se elogiam, não se abraçam, não se beijam apaixonadamente". Ainda, "o que mata a vida sexual é a rotina (além dos fatores descritos anteriormente), o mesmo horário sempre, tudo preparado e previsto", de modo que "o amor verdadeiro busca a intimidade e manifesta romantismo até num local horroroso, como a cabana dos pastores". Concluindo, "Para a grande maioria das pessoas é consenso que o sexo é fonte de prazer e alegria, e que o encontro íntimo é um momento em que se vivencia a entrega, a paixão, a doação, o amor e também os medos e as frustrações". Ainda mais: o prazer pleno ou integral/intenso advém da exploração de TODO o corpo, começando pelo cérebro - o qual deve ser abastecido com pensamentos puros, românticos e criativos - e terminando no toque de QUALQUER ponto corporal (pois um ponto sensualizado ou fantasiado é tão potente quanto um genital, por exemplo - de forma que o genital só se maximiza se antes for potencializado pelo psíquico - municiado pelo uso dos cinco sentidos - pois o contrário, mente contrariada ou dispersa, é certeza de flagelo ou derrapada ou fracasso sexual).

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

'Meus orgasmos são melhores aos 80 anos': a sexualidade feminina na terceira idade

Programa britânico, que fez enquete com ouvintes e entrevistou mulheres com idades entre 61 e 82, sugere que conhecimento e aceitação do próprio corpo ajuda na busca por prazer.


Joyce, Shirley e Dee são três britânicas de 82, 61, 69 anos, respectivamente. Ao programa Daily , da rádio BBC 5 Live, elas falaram sobre um tema que é um tabu quase universal: a sexualidade na terceira idade.
Três britânicas que participaram do programa Daily, da rádio 5 Live da BBC
Três britânicas que participaram do programa Daily, da rádio 5 Live da BBC
Foto: BBCBrasil.com
Uma enquete realizada pelo próprio programa no Reino Unido sugere que pessoas entre os 60 e 70 anos têm relações sexuais várias vezes por mês.
Além disso, segundo o levantamento, esse número se mantém alto quando as pessoas envelhecem: uma em cada seis pessoas de mais de 70 anos diz que faz sexo várias vezes ao mês.
A seguir, a BBC reuniu alguns dos momentos mais interessantes do programa.

Como são os orgasmos quando você é mais velho?

Essa foi uma das perguntas que a apresentadora do programa, Emma Barnett, fez às três britânicas. Elas se mostraram quase unânimes:
"Provavelmente melhor", respondeu Shirley. "Eu também acho", diz Dee. Melhor aos 80 que aos 20 anos de idade? Joyce respondeu, convicta: "Sim, acredito de verdade que é melhor".
Para elas, uma das razões que explicam o prazer maior na terceira idade é o conhecimento do próprio corpo. Segundo Dee, com a velhice, ela passou a se preocupar menos com a opinião dos outros. "Eu já cresci, já cometi meus erros e já aprendi as lições. Você se sente mais confortável com a pessoa que é. Antes eu não tinha tanta confiança em mim mesma", diz ela.
Com a idade, "você controla mais o que quer", diz Shirley.
As três concordaram: o conhecimento do próprio corpo ajuda na busca pelo prazer e a ter confiança de dizer e "mostrar-se" ao parceiro. Além disso, elas dizem que hoje são menos estressadas e não têm preocupações com a gravidez.
Uma pesquisa da BBC no Reino Unido sugere que pessoas entre os 60 e 70 anos têm relações sexuais várias vezes por mês
Uma pesquisa da BBC no Reino Unido sugere que pessoas entre os 60 e 70 anos têm relações sexuais várias vezes por mês
Foto: BBCBrasil.com

Quais as diferenças com as relações sexuais de quando se foi mais jovem?

"Nós rimos muito. Há muito rangidos e gemidos, e também posições desconfortáveis. Mas nós tratamos com humor", diz Joyce, que vive com seu marido, também octogenário. Ela conta que os dois chegaram a fazer sexo duas vezes por dia.
"Não tem mais aquela ansiedade de se fazer um show", brinca ela. Segundo Joyce, os jovens enxergam o sexo como algo que gira em torno da beleza, do glamour, de barrigas definidas e pele perfeita. "Quando você fica mais velho, o que importa é o contato humano."
As três concordam quando falam sobre prazer e sensibilidade. "A sensualidade não muda com a idade. A excitação e o prazer são os mesmos. É bom da mesma forma, talvez com os níveis de hormônios mais baixos", diz Joyce. "Sem dúvida, a grande diferença é o tempo. Você tem mais tempo quando está aposentado".
Shirley não tem um parceiro desde o ano 2000, mas diz ter uma vida plena e feliz. "Eu me masturbo", afirma. Ela diz que não sente falta de um companheiro, porque não encontrou a pessoa certa.
"Posso dar prazer a mim mesma e não preciso fazer concessões", diz. Ela conta que chama a atenção dos homens, mas que não está interessada em sexo rápido e selvagem, como quando era jovem. "Não estou interessada em soluções rápidas. Quero uma vida plena", explica.
As três britânicas disseram ao programa Daily, da rádio 5 Live, que sexo depois dos sessenta é mais prazeroso
As três britânicas disseram ao programa Daily, da rádio 5 Live, que sexo depois dos sessenta é mais prazeroso
Foto: BBCBrasil.com

Como se sentiria ao ficar nua na frente de alguém pela primeira vez aos 70 anos?

"Talvez eu precise tomar um par de taças de vinho", brinca Dee. Depois, no entanto, ela conta que disse a si mesma "Quer saber, Dee? Está tudo bem. Não é perfeito, você tem sua barriga e suas rugas, mas está tudo bem."
Ela acrescenta: "E se a pessoa não pode ver o quanto sou boa, o problema é dela".
Shirley aponta que as mulheres jovens têm muitas inseguranças sobre sua aparência. "Isso melhora com os anos", diz.

Uma mensagem para as jovens: 'o espírito segue com 18 anos'

"À medida que você envelhece, continua se sentindo jovem, muito jovem, isso não muda", diz Joyce. "Quando você tem 80 é como se tivesse 18, só que com mais rugas e peças raras no corpo. Mas você ainda é a mesma pessoa."
Ela dá uma dica sobre as rugas: "Eu diria às jovens que não se preocupem com as rugas. A atração está em como você é, no brilho dos olhos e na alegria de viver que você irradia. E isso dura até os 90".
"Talvez depois dos 90 você fique um pouco debilitada", afirma.
Shirley discorda: "Talvez não". Sorrindo, Joyce agora muda de opinião: "É, talvez não".

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Dois exemplos vergonhosos da má ética propagandeada por novelas

Antes de mais nada, tenho advertir o leitor que não assisto a qualquer novela há mais de 10 anos atrás. Assim, os dois comentários os quais vou fazer sobre duas diferentes novelas de duas diferentes emissoras se baseiam em cenas de intervalos (nas quais se faz a propaganda, inclusive de novelas). Pois bem, a primeira aberração ética que constatei foi na novela da Globo "Pega Pega". Lá, uma jovem até então pobretona recebe a notícia de um advogado de que a mesma houvera sido contemplada com uma fortuna de alguém (metade para ela e metade para outra pessoa). Até aqui, parece tudo dentro da normalidade de nossa injusta realidade social. Mas, logo a seguir, vem a inusitada reação de tal jovem (como diria Raul Seixas, com sua "boca escancarada e cheia de dentes") que urra de felicidade: Estou RRIIICCCAAAAA! Estou RRIIICCCAAAA!... como se acumular fortuna fosse a grande meta de vida de uma pessoa realmente nobre ou sábia (ainda mais quando tal fortuna não foi fruto de toda uma vida de trabalho duro, mas de uma vil herança). Depois de valores repassados como estes, não deveríamos achar normal uma parcela dos políticos serem gananciosos, corruptos e pensarem só em si? Ora, uma pessoa deveria urrar de felicidade se tivesse motivos para dizer coisas como: SOU DECENTE! SOU HUMANA! SOU SOLIDÁRIA! SOU PARTICIPATIVA! PREOCUPO-ME COM OS DESTINOS DO PLANETA! QUERO UM MUNDO MELHOR! E assim por diante.
A outra aberração ética aparece na novela reprisada da Bandeirantes "Mil e uma noites", novela turca (se não estou mal-informado). Pois bem, o enredo da novela começa com a descoberta de uma mãe de que sua criança recém-nascida é portadora de uma doença rara e cujo tratamento custa novecentas mil unidades monetárias. Então, como apareceu nas propagandas, tal mãe relata seu problema a um empresário e o mesmo se dispõe a colaborar com a mesma mãe... desde que... passe uma noite sexual com ela. Continuando, tal empresário diz que paga o dobro para mais uma noite. E, para fechar esse enredo NOJENTO  (na minha opinião particular) o empresário... o quê? Apaixona-se perdidamente por tal mãe e passa a lutar por esse "amor". Aliás, esta ética nojenta também aparece em letras de músicas, como o tal "amor bandido"... descrito e composto pelo compositor e cantor sertanejo altamente brega Zezé di Camargo... como se amor verdadeiro rimasse com bandidagem, safadeza, indecência. Enfim, pessoas que criam tais "éticas", bem como quem as propagandeia deveriam, sim, ao invés de orgulho, sentirem VERGONHA de seus atos.... seguramente, irresponsáveis e imundos!!!!!!!!

O que pode causar uma nova crise financeira?

Última quebra dos mercados, há uma década, foi desencadeada por um colapso no setor imobiliário americano. Desta vez, investidores e economistas olham com atenção para outros possíveis gatilhos de um novo "crash".
Apesar de a presidente do Fed (Federal reserve, o banco central americano), Janet Yellen, ter dito no mês passado que - "durante as nossas vidas" - é improvável uma crise financeira no nível da que abalou o mundo em 2007/2008, analistas dos mercados de ações especula que um novo desastre poderia acontecer nos próximos meses.
Jim Rogers, cofundador do Quantum, um grupo privado de fundos hedge (de proteção contra flutuação de preços no mercado de ações), disse ao site Business Insider em junho que um colapso do mercado aconteceria "mais para o final do ano ou no ano que vem".
Numa entrevista ao canal de televisão CNBC, o investidor suíço Marc Faber, também conhecido como "Dr. Catástrofe", previu que alguns acionistas "perderão 50% de seus ativos" durante o que ele descreveu como uma "avalanche" de vendas.
Leia também: O que o mundo aprendeu com a crise financeira global?
Leia também: Opinião: O medo do crash está de volta
Os dois investidores acusam a classe política de empurrar com a barriga o problema de uma crise financeira iminente, ao não tratarem das fraquezas estruturais na economia global após o último crash.
Problema adiado
A Grande Recessão, como ficou conhecida, foi desencadeada por uma queda no mercado imobiliário americano. Ela levou à inadimplência massiva no mercado de hipotecas subprime, que oferecia empréstimos imobiliários a clientes considerados de alto risco. A falta de pagamento gerou a maior crise bancária internacional desde a Grande Depressão nos anos 1930.
Em 2009, numa tentativa de evitar um colapso do sistema financeiro, o Fed e outros bancos dos Estados Unidos emitiram trilhões de dólares em forma do que em inglês se chama de Quantitative Easing (flexibilização quantitativa). Desde então, o dinheiro criado pelas instituições financeiras vem sendo despejado nos mercados financeiros e de outros ativos, como o imobiliário.
 
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O que é, afinal, protecionismo?

A onda de gastos do Fed levou a uma alta de preços recorde e críticas de que os ganhos da maior parte dos proprietários de ativos – ou seja, os 5% mais ricos dos EUA – não acabaram filtrados na economia real do país.
Analistas apontam também para outros gatilhos de um possível novo colapso financeiro, incluindo um crash da economia chinesa, altamente endividada – e com a qual países do mundo inteiro vêm estabelecendo relações crescentes. Uma crise potencial causada por inadimplência nos empréstimos de estudantes nos Estados Unidos também está na pauta dos observadores de mercados financeiros consultados pela DW.
Segundo o diário britânico Financial Times, graças a um aumento na quantidade de estudantes nas universidades e um encarecimento das mensalidades, o mercado de empréstimos estudantis dos EUA atualmente é maior do que os empréstimos registrados com compras feitas com cartão de crédito ou compras de carros, por exemplo – estas somariam US$ 1,4 trilhão.
O jornal alertou para o fato de que 8 milhões dos 44 milhões de estudantes que recebem créditos dos bancos atualmente não têm capacidade de pagar as cessões temporárias de dinheiro – um problema que provavelmente vai se agravar devido a uma recuperação econômica morna.
Mesmo que não estejam tão pessimistas sobre as possibilidades imediatas para a economia global, analistas financeiros concordam que é insustentável depender da flexibilização quantitativa e apostar em baixas taxas de juros para manter as economias de vários países funcionando.
"Estamos dependendo de preços altos de ativos e continuando a inflar os preços desses ativos, tudo isso combinado com altos níveis de empréstimo do consumidor – e esta é uma mistura um pouco tóxica, que pode gerar instabilidade financeira", diz à DW Fran Boait, diretora executiva da organização não governamental Positive Money, com sede em Londres.
Fundado em 2010, o grupo Positive Money luta por reformas no chamado sistema de reserva fracionária, praticado em vários países do mundo. Esse sistema permite a bancos, por exemplo, fazerem empréstimos ou investimentos em valor muito maior ao valor sob sua guarda. Assim, eles têm de reter apenas uma fração do dinheiro que tomam emprestado para cobrir dívidas. Segundo o Positive Money, esse sistema causou a fraqueza do atual sistema financeiro.
Colapso continua?
Fran Boait acredita que muitos países nunca chegaram a sair da chamada Grande Recessão. Segundo ela, a classe política não percebe o que aconteceu em 2008 como um colapso econômico contínuo.
"Faz parte de uma crise de longo prazo, na qual os padrões de vida estão caindo, os salários reais estão caindo e a vida da maioria das pessoas está ficando mais difícil", diz a representante do Positive Money, acrescentando que a população consegue enxergar claramente a desconexão entre suas próprias vidas e a dos mercados financeiro e imobiliário, que continuam sendo "inflados" pela flexibilização quantitativa.
O economista Iain Begg, da London School of Economics, acha improvável uma nova crise financeira acontecer agora devido a tentativas de reguladores de aumentar a vigilância sobre o setor financeiro como um todo, em vez de contemplar apenas instituições individualmente.
"Sim, as baixas taxas de juros estão voltando a estimular o crédito nas grandes economias mundiais. Mas o 'boom' do crédito não vem sendo alvejado como foi nos Estados Unidos em 2007, especialmente com os créditos imobiliários subprime", diz Begg.
Ele alerta que os políticos precisam exercitar uma vigilância extrema para impedir o surgimento de novos fatores de estresse para a economia mundial. O economista descreve ainda como vários países criaram medidas para assegurar a estabilidade financeira, o que, segundo ele, permitiria que problemas relacionados a dívidas poderiam ser contornados antes de sair do controle.
Fim da emissão de dinheiro
Apesar de não enxergar nenhum "indicador de luz vermelha", Begg afirma que existe atualmente uma grande incerteza sobre quando e em que ritmo o Fed pretende se desvencilhar da flexibilização quantitativa.
 
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Como as previsões são feitas?

Pelo fato de ter sido a primeira vez em que essa política monetária foi usada, prescindir da flexibilização quantitativa – que também permitiu ao Fed manter as taxas de juros em níveis recordes de baixa nos últimos anos – poderia criar uma turbulência econômica própria.
A medida foi utilizada para manter a economia americana sobrevivendo, o fim da flexibilização quantitativa poderia causar uma nova recessão ou, pelo menos, uma diminuição no ritmo de crescimento da economia mundial, o que muitos observadores do mercado acreditam que deixaria o Fed sem opções, a não ser relançar o programa de flexibilização quantitativa.
"Como eles aprenderam a usá-lo, não hesitarão em recomeçar com ele. Não temos dados para saber se isso é um cálice envenenado, no qual as taxas de juros são mantidas bem abaixo do que consideramos normal, e com a criação de novos problemas para o futuro", alerta Begg. "Temos tão pouca experiência."
Já o Positive Money, que apoia a ideia de cancelamento de dívidas e da chamada emissão de dinheiro "para o povo" para ajudar a diminuir níveis recordes de dívida privada, prevê uma bolha muito maior que a dos imóveis em 2008 se a medida da flexibilização quantitativa for repetida.
"Os bancos centrais estão sem munição. Tudo o que eles querem é serem capazes de continuar praticando a flexibilização quantitativa – o que torna os ricos mais ricos e aumenta o preço dos ativos. Precisamos de alternativas porque está claro que essas ferramentas não estão mais funcionando. Não podemos empurrar esse assunto com a barriga por muito mais tempo", afirma Boait.
Picos nas taxas de juros
O aumento nas taxas de juros um outro risco que poderia precipitar uma desaceleração econômica ou até mesmo um crash do sistema imobiliário em vários mercados mundiais, incluindo Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e vários países asiáticos, enquanto os tomadores de empréstimo – viciados nas baixas taxas de juros – lutam para atender a um custo de vida crescente.
"Se você tem uma hipoteca altamente adaptada e for atingido com uma taxa dupla de juros, de 1% para 2%, então há mais o que temer do que se as taxas subirem de 5% para 6%. É puramente aritmético", calcula Begg, o economista da London School of Economics.
Numa outra área da economia, temores com um crescente protecionismo – à luz da promessa de campanha do presidente americano, Donald Trump, de trazer de volta os empregos aos americanos, além de outras possíveis restrições econômicas, como o Brexit – poderiam abalar a confiança tanto das empresas quanto dos consumidores, e se tornar o gatilho de um novo colapso financeiro. Nesse caso, a economia alemã – altamente dependente das exportações de veículos e de outros bens industriais – poderia ser afetada.
"O que aprendemos das crises anteriores é que elas sempre são diferentes de suas antecedentes", diz Begg. Ele ainda dá o exemplo do mais novo modelo de financiamento de automóveis, segundo o qual consumidores fazem o leasing do veículo (aluguel de bens que leva em conta o valor do carro, por exemplo, e uma taxa de juros, com possibilidade de compra no final do contrato). Os contratos são de curto prazo, e os carros são revendidos ao fim de dois ou três anos.
Alguns analistas previram que o mercado de carros de segunda mão poderia entrar em colapso diante de uma oferta maciça de veículos seminovos. Outros alertam que o mercado de leasing de carros poderia reproduzir a crise dos contratos imobiliários subprime, uma vez que consumidores de alto risco continuam tomando emprestadas altas quantias de dinheiro.
Begg alerta que este cenário pode ser algo negligenciado, mas que representa um risco que pode vir a surpreender. "E isso é algo que deveríamos temer mais do que esperar mais do mesmo que vimos em 2007/2008."